Possessões


“Há dois erros iguais e opostos no que diz respeito à matéria Demônios: um é desacreditar de sua existência. O outro é acreditar e sentir um excessivo e doentio interesse neles. Os demônios ficam igualmente satisfeitos pelos dois erros e, portanto, contemplam um materialista e um mágico com o mesmo prazer.” – C.S. Lewis, As cartas do inferno, prefácio.

Nesse texto tratarei do primeiro problema apresentado por Lewis, “desacreditar de sua existência”. Sobre o doentio interesse por eles, tratei aqui.
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Aprendi que o testemunho de mais peso é aquele que, opondo-se à minha crença, comprova-a. Por exemplo, como aprendi do filósofo e teólogo (e agora irmão querido!) Ariovaldo Ramos, um bom argumento à existência de Deus é o mal. Seu argumento é mais ou menos assim: sabemos que o mal não respeita fronteiras, pois acontece em todos os lugares. Sabemos que o mal não respeita etnia, sexo, idade nem nações, ele acontece para todos. Sabemos que o mal não respeita crenças nem religiões, mas se infiltra em todas elas. O mal nem sequer respeita o bem, pois se faz real até em sua presença abundante. Então se o mal não respeita nada, absolutamente nada, como que ele ainda não tomou conta do mundo? O que há que o impede? A torrente de maldades que inunda a história humana é esmagadora, e, em contraste com ela, o bem quase desaparece. O que – ou quem –está impedindo a maldade de tomar conta do ser humano e acabar com ele senão um Deus bom?

Da mesma maneira, digo que a melhor apologia em favor de Jesus é o testemunho daqueles que o odiavam. Os rabinos escreveram contra Ele dizendo que era culpado de seduzir e desviar Israel com seus truques, magias e encantamentos, assim afirmando que fazia milagres. O historiador Thallus, um descrente, que vivia em Roma no primeiro século, tentou explicar a “escuridão [da crucificação de Jesus] como um eclipse solar”, assim afirmando a narrativa Bíblica de que a tarde se tornou como noite.

Uma vez um ateu me perguntou quais eram as provas que tinha sobre a existência de anjos, inferno e paraíso. Respondi, “a existência de Deus”. Expliquei que se pudermos demonstrar que, primeiramente, Deus existe, por segundo que Jesus é Seu único Filho e que, por terceiro, as escrituras judaico-cristãs contém Seu testemunho fiel, então se comprova a existência de todas outras questões a essas pertinentes. (Para demonstrar a veracidade desses três simples passos, (1) Deus existe, (2) Jesus é Seu Filho e (3) a Bíblia é confiável, tomaríamos centenas de páginas de material científico, filosófico, histórico e arqueológico. O filósofo e apologista cristão Dr. William Lane Craig faz exatamente isso, defender esses três pontos, em seu mais famoso livro Reasonable Faith, recomendo a leitura!)

A.W Tozer disse, “Dê-me Gênesis 1:1, e o resto da Bíblia não apresenta mais problema algum para mim.”, ou seja, se de fato “No princípio criou Deus os céus e a terra”, então é razoável crer que, em Seu Filho, Ele se revelou a nós, e por ser quem disse que é, podemos confiar n’Ele e crer que o que disse é verdade, assim tenho certeza de que tanto o paraíso quanto o inferno são lugares reais, e tanto anjos como demônios são seres que existem – todavia não precisamos nos apoiar na existência de Deus para saber que demônios, espíritos imundos, existem.

Mas estas não são minhas únicas certezas de que Deus e o mundo espiritual existem, pois, como disse anteriormente, o testemunho mais pesado e convincente é o que comprova minha fé opondo-se a ela. Por isso hoje digo: manifestações espirituais maléficas, ou como aprendemos com Jesus, possessões demoníacas, são uma das mais fortes evidências de que o mundo espiritual existe e de que Jesus é o Cristo e Senhor (aliás, motivo por que hoje sou cristão).

O cético zomba e o descrente reluta a acreditar, mas o testemunho da história não mente, e, a não ser que chamemos todo aquele que afirma ter tido um encontro ou uma experiência com o sobrenatural (inclusive eu!) de louco ou iludido, não poderemos descartar ou tratar tais casos com desdém. Tais relatos não apelam à supersticiosidade de pessoas menos cultas para se validarem nem dependem de fé para se tornarem reais, eles acontecem e ponto, quer creiamos ou não, e são estudados e relatados por todos os tipos de pessoas e de crenças diferentes, cético, ateu, cristão, islâmico, hindu, espírita, etc. Tome, por exemplo, o caso do cientista inglês William Crook, racionalista e naturalista, que se propôs a estudar os fenômenos do espiritismo, e depois de acompanhar algumas sessões, em sua casa e à sua maneira (condições que ele mesmo impôs), sem saber o que fazer com as manifestações que viu, comprometeu-se ao dizer que existe uma força de fora desse mundo que é capaz de se manifestar no mundo físico.

O naturalista busca uma interpretação natural enquanto o religioso atribui o acontecimento a forças que estão além do mundo natural, mas nem um nem outro duvida que o acontecimento é real ou um mistério; algo extraordinário. Todos concordamos com o evento, apenas temos diferentes explicações para ele. Por exemplo, estuda-se o caso de possessão de Anneliese Michael, que deu origem ao filme O Exorcismo de Emily Rose, cujas imagens e gravações estão por toda internet, e até hoje a ciência não pôde dar um veredito final. É um mistério ainda, uma pedra no sapato do naturalista. Afinal, o que houve com essa menina? Alguns médicos disseram que não houve nada de sobrenatural e concluíram que ela sofria de vários distúrbios, síndromes, doenças e complexos, assim como epilepsia, Tourette, esquizofrenia, baixa auto-estima, etc. Não nego o diagnóstico. Mas explicar isso não resolve a questão, apenas aprofunda; dizer o que aconteceu não explica o porquê nem de onde veio sua condição – essa é chamada a falácia genética, que tenta, ao explicar como algo se origina, desacreditá-la. Crê-se que explicar “o que” aconteceu, de alguma maneira, descarta a necessidade de um “por que” aconteceu. (Com isso não estou sugerindo que toda doença e problema vêm do diabo, não, mas que algumas condições são complicadas e improváveis demais para acontecer por vias naturais).

Dinesh D’Souza diz em um de seus debates que, por exemplo, explicar a atividade cerebral do cristão enquanto ora não prova que sua experiência religiosa seja apenas fruto de processos químicos em seu cérebro, mas sim que algo dá início a esses processos químicos, e esse algo ainda é um mistério. Alguns estudiosos creem que explicar como a experiência de fé acontece – seja ela uma oração ou um exorcismo – é o suficiente para comprová-la como natural. Creem que ao explicar os processos químicos e psicológicos que se sucedem estão desmistificando o acontecimento e, assim, fazendo o mundo espiritual desnecessário. Ora, que tolice. Explicar “como” demonstra nada mais do que “como” a experiência se dá. Ponto. Pular disso para “portanto, o mundo espiritual não existe” é um salto de fé. Sabemos que a ciência não desfaz a fé cristã, pelo contrário, ela a suporta. Também sabemos que a ciência moderna é uma ramificação do pensamento cristão. Tanto que, se não me engano, foi Francis Bacon, pai da ciência moderna, quem disse que um estudo superficial da natureza pode nos levar a descrença, mas um estudo aprofundado nos leva à fé em Deus, e Einstein disse que a ciência sem religião é aleijada e a religião sem a ciência é cega. Então aprendemos que um conhecimento profundo de ciência não nos leva ao ateísmo, mas sim a Ele, o que nos leva a fé no ateísmo é a vontade de não crer em Deus, como disse Aldoux Huxley. Então não devemos nos sentir envergonhados nem humilhados quando alguém com um conhecimento científico maior que o nosso tenta descrever e explicar nossas experiências religiosas à luz de seu conhecimento, pois estão apenas descrevendo processos químicos e psicológicos, e essa descrição não compromete nossa fé, apenas a narra.

O diagnóstico que os médicos fizeram sobre o caso de Analise Michael não demonstra que ela não foi possuída, apenas que sofreu simultaneamente de vários casos de distúrbios, síndromes, etc. A origem de seus distúrbios e o porquê deles persistem.

Em várias civilizações houve casos de possessões, dos egípcios aos babilônicos, de tribos indígenas a povos civilizados, de eras antigas à era moderna, em todos os cantos do mundo e em todas as religiões há esse fenômeno. Nas religiões afro-brasileiras, umbanda, quimbanda, macumba e candomblé são “santos” que “baixam”, em algumas delas as entidades demandam sacrifícios de animais. Nas africanas são espíritos que são invocados com batuques e rituais, como no vodu onde os loas possuem seus súditos após sacrifícios de porcos, galinhas, bodes e afins. Em todas as formas de espiritismo é o médium que canaliza o espírito de um antepassado. Há possessões no judaísmo e no islamismo, aliás, conta-se que Maomé, depois de ser possuído por um anjo, ditou o alcorão a sua esposa em meio a grunhidos. Em cultos de nova era há espíritos guia. O tantra yoga, uma das expressões máximas do hinduísmo, tem como objetivo provocar a possessão de deuses hindus que ajudam a quebrar a corrente de reencarnação. Nas religiões orientais e algumas formas de budismo há possessões. Religiões indígenas, como o xamanismo, do qual Jim Morrison, ex-vocalista da banda The Doors, dizia-se xamã, como relata em sua biografia que “era possuído por espíritos”, e claro, no cristianismo, como Jesus ensinou, há pessoas que se entregam ao oculto e acabam se tornando morada de demônios. Jesus mesmo teve vários encontros com endemoninhados e praticou exorcismo em Seu nome. Enfim, de todos os lados temos fortes testemunhos de manifestações espirituais.

Crer na existência de um mundo espiritual paralelo ao nosso não é superstição e sim, arrisco-me dizer, científico. Há muitos e muitos nomes sérios e autoridades científicas, crentes e não crentes, cristãos, espíritas, ateus, entre muitos outros, que usam verbos como afirmar, concluir e comprovar para descrever fenômenos sobrenaturais e para falar a respeito da existência de espíritos.

Sei que há muito charlatanismo, indução, sugestão e sensacionalismo que visa lucrar com crendices e fé ingênua do povo, mas o próprio fato de haver falsificações e emulações sugere que há o original. Ora, não pode haver falsificação se não houver original. Se não por possessão, como explicar levitações? Mudanças de voz? Outras línguas, umas já mortas outras desconhecidas pelo possuído? Conhecimento detalhado da vida alheia? Perda total do auto controle? Perda de memória? Materializações? Visões? Movimentação de objetos? Psicografia? Como explicar Chico Xavier, grande incógnita para a ciência? Múltiplas personalidades? E mais importante de tudo, como explicar a submissão ao nome de Jesus? Como havia escrito anteriormente, descartar tudo isso como “superstição” não adianta, pois a opinião não desfaz o fato, e o fato é que vários estudos foram feitos sobre essas questões e ainda não temos um veredito que desminta a versão espiritual dos relatos.

Não crer em manifestações demoníacas é uma coisa, dizer que elas não existem é outra.

Agora pessoalmente falando.

Hoje sou cristão porque há mais ou menos cinco anos atrás presenciei um querido amigo meu ser possuído em sua casa, duas vezes. Antes desse evento era atoa, nem sei direito no que cria, mas certamente não em Deus. Não tenho a paciência de entrar em detalhes, nem acho conveniente fazer isso pela internet. Mas aquele que tiver a curiosidade que venha falar comigo pessoalmente e darei meu testemunho. A não ser que possa ser provado que estávamos todos, naquela casa, sofrendo de sérias alucinações, ou que meu amigo sofre de distúrbios mentais, o que não é verdade, então o que vimos naquela noite era genuíno. Acho que aquele que lê meu blog poderia dizer que sou um homem lúcido e não dado a superstições. Não seria qualquer simulaçãozinha que me chocaria a tal ponto de culminar numa conversão profunda ao Evangelho de Cristo. Sei o que vi. O que vi me convenceu de que há forças que nos influenciam e nos possuem que estão para além de nosso entendimento empírico do mundo, e que, de alguma forma, o nome do nazareno crucificado, Jesus, que se dizia Filho de Deus e Deus em carne, exerce poder sobre essas manifestações poderosamente. Foram essas manifestações espirituais, as quais Jesus chamaria de possessão por espírito imundo, e o poder que o nome de Jesus tem para subjugá-las que me levaram a prestar mais atenção n’Ele. E foi o poder de Seu Evangelho, e não a retórica de algum pastor bem ou mal intencionado, que me levou a dobrar os joelhos e, como C.S. Lewis relata sua conversão, com relutância entregar minha vida a Ele. Creia-me, Deus existe, demônios querem nossa morte e Jesus é Senhor. Como disse Pedro também posso dizer, “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade.” Não falo de algo que me contaram ou li, mas “vi Sua majestade”, exercida sobre espíritos imundos e minha vida. O poder transformador de Suas palavras é inigualável, e a influência de amor de Seu Espírito é tremenda!

Quando debatia com um colega, ateu, por internet, perguntei, “o que seria necessário para lhe fazer crer em Jesus?”, no que ele disse, “talvez se Ele falasse comigo, ou se demonstrasse a mim”. Ora, sua atitude foi a mesma que do apóstolo Tomé, “crerei somente se tiver provas concretas”. Jesus então aparece a Tomé e diz algo como “então põe tua mão aqui e vê que sou carne e vivo” (João 20:27), e Tomé então admite e diz “Senhor meu e Deus meu!” Eu também não tinha boas razões para crer que Deus é Senhor ou que existia, então, depois de ver o que vi, tomei a decisão de desafiá-lo a mudar-me profundamente e mostrar-me minha condição como Ele a via, e assim Ele o fez, e por isso hoje digo “Senhor meu e Deus meu!”.

Já várias vezes quis desistir da fé, largar a Bíblia e, assim dizendo, abandonar Jesus e voltar à minha vida a.C., contudo não pude, pois por mais que li obras do ateísmo, por mais que tive vontade de largar a fé cristã, por mais que tentassem me convencer, ou que tentei me convencer de que nada do que cri era real, não pude negar o que vi nem a transformação que houve em mim. Não falo de algo à que aderi, mas de que testemunhei, duas vezes, e de desejos, convicções e sentimentos transformados. Convencer-se a largar de uma filosofia de vida é relativamente fácil, apresente melhores argumentos e pronto, mas convencer-se de não ter visto algo que foi visto, e negar uma mudança tão evidente? Disso não fui capaz.

Quero começar a concluir o texto trazendo algumas conclusões resumidas para lembrarmos tudo que foi escrito. Sobre a questão das possessões por espíritos podemos dizer que:

(1) é um fenômeno mundial; acontece em todas as religiões, crenças, povos e eras.
(2) Essas manifestações sempre são acompanhadas de algum dano ao indivíduo possuído, algumas seguidas de morte.
(3) Essas possessões se dão, geralmente, com pessoas que lidam ou se abrem ao ocultismo.
(4) Estudos científicos de diferentes crenças, inclusive naturalistas, foram feitos e concluíram dizendo que há forças que vão além de nossa compreensão que podem nos possuir, ou como alguns pesquisadores tão claramente disseram, “o mundo espiritual existe”.
(5) Nem toda manifestação espiritual é legítima, há enganadores. 
(6) Ao nome de Jesus muitas dessas manifestações cessam.

Termino com a citação de Lewis que usei para começar o texto:

“Há dois erros iguais e opostos no que diz respeito à matéria Demônios: um é desacreditar de sua existência. O outro é acreditar e sentir um excessivo e doentio interesse neles. Os demônios ficam igualmente satisfeitos pelos dois erros e, portanto, contemplam um materialista e um mágico com o mesmo prazer.” – C.S. Lewis, As cartas do inferno, prefácio.

Guilherme Adriano


Comentários

Don disse…
Deus, afinal, interfere ou não interfere no mundo atual, hoje? Pelo que você diz no começo do post Ele interfere, afinal é Ele quem não permite que o mal domine o mundo de uma vez por todas. Se o mal se dá através das pessoas, e Deus deu livre-arbítrio para elas, para uma pessoa não fazer o mal que iria fazer Deus tem que interferir na vida desta pessoa, sem que ela queira. Desta maneira, como encaixar o livre-arbítrio nisto? Ou o livre-arbítrio não é tão livre assim? Se puderes, eu gostaria de umas palavras sobre isto, para compreender melhor este ponto de vista.
Guilherme disse…
Don, mano, estou atolado até as tampas de trabalho aqui e lá e lá e aqui, vida está corrida, portanto não terei tempo de entrar em grandes detalhes nas respostas que te dar como fazia antes...mas, tentarei fazer meu melhor, também porque as tuas perguntas são dignas de respostas pois são de fato pertinentes a todos! Gosto muito de responder suas perguntas mano! xD

Don, esse assunto é bem cinza, pois lida com Livre-Arbítrio e Soberania, o assunto MAIS complexo na teologia. Mas, duas coisas são certas: Sim, Deus age nesse mundo e em vidas (vejo o que aconteceu comigo...minha mudança de mente e coração). O cristão que não crê que Deus age nesse mundo é denominado cristão deísta, hoje em dia não existem mais muitos e são característicos do deísmo inglês ali pelo iluminismo. Cristão crê nas palavras de Jesus e imita Seu exemplo, e Jesus disse várias e várias vezes que o Pai responde as orações (já tive umas respondidas) e trabalha até o presente momento nesse mundo. Mas como? Através da influência da igreja, através da petição da oração e milagres. Ao mesmo que tempo que Ele age nesse mundo Ele não viola nosso livre arbítrio...Ele age em colaboração e influência do Espírito. O Espírito não possui e não obriga, Ele influencia e inspira. Mas também Ele age soberanamente em alguns casos, não consigo pensar em nenhum na era moderna, mas a escolha dos Hebreus, dos profetas é u bom exemplo... também porque está escrito que “antes Deus falou pela Lei (Moisés), depois pelos profetas, mas agora fala pelo Seu próprio Filho”, e Jesus disse que “assim que Ele partisse, outro viria para continuar Sua obra e testificar d’Ele, consolar e regenerar (O Espírito), e este trabalha até hoje”... Assim Deus está na ativa no mundo...isso se testifica nas conversões, claro, nas genuínas, que hoje em dia acontecem, principalmente, no oriente médio, muitos e muitos mulçumanos se convertem por visões que tiveram de Jesus que veio falar a eles em sonhos...é um fenômeno interessante entre eles. Outros judeus ortodoxos, daqueles que, se pudessem, davam um tiro em cada que pronunciasse o nome de Jesus, se convertem ao Messias porque disseram que sonharam e receberam uma revelação de Deus sobre Seu Messias e creem em Jesus...Há pouco um dos maiores rabinos ortodoxos, antes de morrer, deixou por escrito o que ele disse ser o nome do Messias, e que havia recebido o nome de Deus, mas pediu que o envelope com o nome revelado fosse aberto apenas um ano depois de sua morte....um ano depois abriram e a mensagem continha o acróstico Yeshua. Isso causou o inferno na terra lá em Israel...mas esse são apenas alguns dos exemplos. Se olharmos para coisas que aconteceram durante o holocausto, na África, na China...etc, e como muitos escaparam e muitos se converteram e, cara, histórias muito fascinantes e cabulosas de se explicar sem o fator milagre. Mas não vem ao caso agora...
(http://www.youtube.com/watch?v=GSJkTPOMLig) – O vídeo do rabino lá...
Deus age, mas a maneira como Ele age é bem cinza de se perceber e às vezes é bem preto no branco. Aparentemente, pelo que nós cristãos temos entendido por nossas vidas, é assim: Deus cria a história, depois entra nela e influencia para o bem sem violar a liberdade humana. O Pai cria, o Filho entra nela e o Espírito, através de nós, influencia para o bem. Mas não se sabe bem como isso acontece...Lewis dizia assim, que tentar entender quando é Deus agindo ou homens agindo é a mesma coisa que tentar descobrir qual lâmina da tesoura está cortando mais.

A maneira com que Deus acaba com o mal, como cite, é através do sacrifício de seus Filhos e do amor que eles têm em dar sua vida em prol do bem, e não por meios sobrenaturais de maneira a impedir o maldoso de ser mal.

Mano, espero poder ter ajudado...qualquer coisa, a gente pode conversar pessoalmente, afinal, agora estou SEMPRE ao redor dos teus parentes...fatalmente vamos nos ver em feriados e festas..MU HÁ HÁ HÁ. Abraço mano!
Don disse…
kkkkkkkkk

blz

valeu guigo!
Cicero disse…
Guilherme,

não sei se vc quis citar a frase de Louis Pasteur: "Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima." em vez de Francis Bacon. Mas Francis disse também; o que é muito oportuno para o seu texto: "o verdadeiro conhecimento é o conhecimento das causas"
Sim, nós crentes sabemos que a causa é de origem espiritual maligna para certos comportamentos anormais em pessoas.

Sobre Tomé, foi o mais científico de todos os apóstolos. Na verdade sua ousada pergunta, quebrou um paradigma para aquela época e principalmente nossa.
Foi a prova desconcertante que Jesus ressuscitou fisicamente, tangivelmente, materialmente e não somente uma neblina ou fumaça espiritual como querem as TJs (testemunhas de Jeová). Considero o evento de Tomé a fronteira onde o físico e espiritual se tornam a mesma coisa. Ele sem dúvida pôs a cereja no bolo!

E quanto a seu amigo? ele foi liberto?

No mais, ...Louvado seja O Senhor dos Exércitos pelo teu ministério apologético!
Guilherme disse…
Irmão Cícero...MUITO obrigado pela correção...tenho boa memória para decorar o que foi dito, mas não quem disse...

Meu colega? Não sei irmão, não tenho mais contato com ele há muito tempo...ele se mudou e não tenho mais contato coma família dele...

Não chamaria o que tenho de ministério, mas um hobby. O mínimo que a gente pode fazer quando não se tem tempo para mais nada é propagar ideias...

Aquele abraço Cícero!
Brunna disse…
Com certeza Deus não dá conhecimento de ninguém À toa, Deus sempre tem um propósito. Q ele continue te usando e instruindo de forma a esclarecer tantas dúvidas e a nos calçar de dados, estatísticas... Em fim, obrigada pelos artigos, estarei orando por vc.