Origens



Há uns dias atrás, estávamos meu primo e eu assistindo a um documentário sobre as origens do universo. O que me encantou foi a honestidade do narrador e dos físicos e cientistas entrevistados. No começo de toda afirmação a respeito da origem das estrelas, buracos negros e galáxias, foram usadas palavras e expressões que chamaram a minha atenção. Em determinada parte foi dito, “Nós cremos que o....”, em outra parte, “deve ter acontecido assim...”, e também, “provavelmente os planetas...” e “talvez as...” Interessante não acham? Todos esses começos de frases indicam uma incerteza, uma probabilidade. Outra construção lexical que me deixou mais perplexo ainda foi “nós sabemos que deve ter acontecido assim.” “Nós sabemos” é uma afirmação contundente; uma certeza que se possui sobre algo, já “deve ter acontecido” é uma uma incerteza; uma probabilidade. Não creio que uma hipótese seja uma boa base de argumentação para uma certeza. Mas essa é a só a minha opinião.
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Mas deixando toda essa questão de interpretação de lado, o que queria dizer é isto: aquele que crê que a ciência, quando se aventura a responder perguntas como a origem do universo e da vida, é suficiente, engana-se. A ciência é exata quando usada adequadamente, isto é, para aquilo que é empírico; ela é coerente quando pode provar ou desmentir teorias e conceitos baseando-se no método científico. Quando um cientista se aventura para fora do seu campo de conhecimento e tenta responder, através e em nome da ciência, a perguntas de cunho metafísico, corre o risco de cair no erro de dar especulações incoerentes e argumentações sem base alguma. É o que aconteceu com Richard Dawkins no seu best-seller. A crítica tanto cristã como secular foi muito negativa. Até alguns ateus também o criticaram. De acordo com alguns filósofos, o troféu de pior argumento anti-deísta agora pertence a Dawkins graças a esse livro, que foi caracterizado como “an angry book” (um livro bravo), pelo fato de não conter muitos argumentos racionais, e sim emocionais. A crítica disse, “Aqui está Dawkins, um zoólogo brilhante que tentou se aventurar em campos desconhecidos como o da história, filosofia e religião. É isso que acontece quando se deixa um cientista sair do laboratório!”. “Arrogante” e “fraco” também foram adjetivos usados para descrevê-lo. Mas não quero fazer uma resenha do livro, estou citando esse caso apenas para demonstrar as limitações da ciência naturalista e como ela é incapaz de prover uma resposta definitiva para as grandes perguntas que a humanidade vem se fazendo há tantos milhares de anos.
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Em Origens, Ariel A. Roth argumenta que “a ciência é um péssimo alicerce para aqueles que querem basear sua vida em coisas imutáveis; ela muda a cada tantos anos, pois a cada nova descoberta que se faz é preciso reinterpretar quase tudo que já tínhamos descoberto antes.” A evolução darwiniana não é mais tão creditada como antes fora. O mundo científico se dividi cada vez mais entre Design Inteligente e Evolução Natural. Apesar de ser ainda a teoria mais popular (e mais mal interpretada), não há provas de que tenha ocorrido. Digo mal interpretada pois é comum dizer-se que o homem veio do macaco, mas a evolução não diz isso; diz que tanto o homem como o macaco vêm de um ancestral em comum. Francamente não vejo grande ameaça nela. Muitos cristãos tem medo de ela ser verdadeira. E se for? A teoria da evolução trata da origem das espécies e não da origem da vida. Darwin tentou explicar como A chegou a ser B; como seres inferiores evoluíram a seres superiores. Em lugar algum Darwin trata da origem da vida. Darwin, assumindo que a vida tenha tido uma causa, tentou demonstrar que a melhor forma de se explicar o resultado atual e a variedade de espécies que temos hoje seria através de uma evolução por seleção natural.
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Basicamente a teoria é esta como A chegou a ser B, e não como A surgiu. Portanto, mesmo que creia na evolução, você ainda precisa de uma causa para a vida, e como sabemos, a macroevolução não acontece (nunca foi observada e não há registro fóssil dela), portanto não há prova alguma de que a evolução darwiniana seja verdadeira. Além do mais, Darwin não era ateu, do contrário que se pensa:

“Sejam quais forem as minhas convicções sobre este tema [religião]…Nas minhas maiores oscilações, nunca cheguei ao ateísmo no verdadeiro sentido da palavra, isto é, nunca cheguei a negar a existência de Deus” – (A Vida e a Correspondência de Charles Darwin”, 1887, publicado do seu filho Francis Darwin):

Meu propósito não é entrar em um debate científico a respeito de existência de Deus, há livros e livros, estudos, artigos, debates e muito material sobre o assunto. Se quiser, posso recomendar bons livros e estudos. 
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Uma vez perguntaram “Por que Deus não escreve na lua ‘EU EXISTO’?” Ora,  porque Ele já pôs a lua lá para que isso ficasse claro. E mesmo assim, se tivesse escrito ‘EU EXISTO’, estou certo de que haveria um espertinho que diria “mas e como podemos ter certeza de que foi ELE mesmo que escreveu?” Podemos argumentar horas e horas sobre a existência de Deus e os sinais de inteligência que sugerem um criador, mas no final da discussão você terá um ateu irritado e um cristão aporrinhado. Na argumentação, vence quem tem o intelecto mais apurado, mas isso não significa que ao ganhar um debate a pessoa esteja certa. Ela pode ganhar um debate e continuar errada. 
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Há evidência para Sua existência e ainda muitos não creem. Há muitos objeções à Sua existência, mas mesmo assim muitos creem. Então acho que fé e descrença não tem nada a ver com evidências. Tem mais a ver com coração, não cabeça - o que também não dá vantagem nem desvantagem a quem crê ou não. 
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Além da evidência, há também 0 fator experiência pessoal. A não ser que possam provar que quem crê sofre de distúrbios mentais graves e alucinações esquizofrênicas pesadas, é razoável mencionar a experiência pessoal como prova mais do que suficiente. Mesmo se não houvesse toda a prova externa e científica, ainda assim há a experiência como prova. Quem me conhece sabe do que falo. Sei que você pode estar dizendo “mas se é por experiência pessoal que vem a fé e a certeza, como você pode dizer que a experiência pessoal do Hindu ou do Espírita não é verdadeira? Afinal, eles também dizem ter experiências!” Verdade. De maneira alguma nego essas experiências pessoais. Assim como tive provas externas de manifestações espirituais que legitimam minha fé, também creio que outros de outras religiões tiveram experiências sobrenaturais incríveis. Creio que experiências sobrenaturais de outras religiões são tão reais quanto as que tive. Porém o fato de elas serem reais não as tornam verdadeiras. Creio que manifestações espirituais alternativas são reais, só não verdadeiras. Aconteceram, mas não levam à verdade. 
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Quando uma pessoa afirma que viu algo sobrenatural, você duvida e traz à tona a possibilidade da ilusão, do fruto do medo e várias outras explicações. Quando duas pessoas diferentes afirmam que viram a mesma manifestação sobrenatural, você continua duvidando, mas fica incomodado pois a probabilidade é muito pequena de isso acontecer. Quando milhões de pessoas ao redor do mundo e ao longo de toda a história da humanidade, incluindo o próprio Jesus, dão testemunho de um evento sobrenatural específico que acontece com certas pessoas, de culturas diferentes e sem nenhuma conexão, você continua duvidando, mas não descarta a possibilidade de ser verdade, porque afinal, ou (1) todos esses milhões de pessoas, incluindo Jesus, eram completamente alucinadas, loucas, desvairadas, esquizofrênicas, psicóticas, de mente fraca e psicologicamente abaladas, ou (2) todas elas, sem exceções, estão mentindo, ou (3) elas estão dizendo a verdade, que de fato viram algo. 
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A problemática é inescapável, ninguém pode se esconder atrás da sua cosmovisão e afirmar veemente que essas coisas não existem, pois o fato de uns não terem experimentado não torna a coisa toda inexistente, apenas torna os ateus inexperientes. 
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Podemos dizer com certo grau de confiança que o mundo material não é tudo o que existe. A ciência nos dá pequenos vislumbres disso. Consciência nunca veio da matéria; a ordem nunca veio do caos; a personalidade nunca vem da impessoalidade; vida nunca surgiu da não-vida; harmonia nunca provém da discórdia; razão não provém da irracionalidade, etc. Como podem essas coisas imateriais e atemporais terem aparecido num universo puramente mecânico e material? 
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O universo teve um começo. Tudo que teve um começo teve uma causa. O Universo teve um começo, portanto qual é a sua causa? Big-Bang? Ok, mas como uma causa impessoal e amoral produziria seres pessoais e morais? Uma causa caótica e não-viva não causa vida bem organizada. Uma causa impessoal e irracional não resulta em seres individuais e racionais. Acho que podemos dizer com boa base científica que para um universo como o nosso ter surgido, sua causa inicial pode ter sido algo vivo, pessoal, racional, moral, transcendente e harmonioso. O que o cristão chama de Deus. 
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Se levássemos uma pintura como Monalisa para um laboratório e a estudássemos, concluiríamos que a pintura não foi um acidente, mas foi o produto de um artista, porque a pintura mostra sinais de inteligência. Nunca na história da humanidade um acidente com latas de tinta e pinceis causou uma obra de arte tal como essa. A complexidade da pintura sugere que houve uma mente inteligente. 
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A matéria não é tudo o que há, aliás, afirmar isso seria presunção, pois conhecemos menos de 4% de toda a matéria do universo. Conhecer tão pouco do universo e dizer que temos evidências suficientes para afirmar categoricamente que o mundo material é tudo o que há é no mínimo prepotência - calma, isso não é Deus-das-lacunas. 
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Mas nenhuma cogitação e dialética convence aquele que não está disposto a mudar de ideia. Essa questão toda não é coisa do intelecto, é coisa do coração. A existência de Deus nunca foi um debate puramente mental, sempre houve ódio e paixão no meio. Na maioria das vezes não é uma questão de debater existência, mas sim de debater caráter de Deus.  
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Carl Sagan disse que se apenas um pequeno sinal de inteligência pudesse ser detectado poderíamos concluir algo como teísmo. Ravi Zacharias respondeu dizendo, "por acaso Carl Sagan não olhou para dentro de uma célula com toda sua complexidade? Por acaso ele não percebeu a ordem estabelecida no universo e as leis que regem toda matéria? Por acaso ele não percebeu inteligência e design naquilo que é o ser humano e em todas as suas capacidades cerebrais? Se isso não é sinal de inteligência, então o que seria?"
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Que tipo de evidências estamos procurando? Que evidências nos convenceriam, se todas as que temos já não servem mais? Evidências existem, de sobra. 
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Há ateus para quem evidência alguma jamais ajudaria, Huxley, se não me engano, disse "Eu tinha razões para querer que o mundo não tivesse um sentido; consequentemente, pressupus que não tivesse, e, sem qualquer dificuldade, consegui encontrar motivos satisfatórios para essa pressuposição. O filósofo que não encontra sentido algum no mundo não esta preocupado exclusivamente com uma questão de metafísica pura; também se interessa em provar que não existem razões válidas devido às quais não se deva fazer o que quer, ou pelas quais seus amigos não devam tomar o poder político e o governo da maneira que acharem mais vantajosa para si mesmos... Quanto a mim, a filosofia da ausência de sentido foi basicamente um instrumento de libertação, tanto sexual como política."
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Há evidência interna: moralidade, consciência e razão. Há evidência externa: o universo em si. Dá para crer sem crendo? Dá, claro que dá. Se não desse, gente muito mais inteligente do que nós não teria crido - calma, não é falácia da autoridade, é só o óbvio. O teísta não é louco em dizer que Deus existe, há evidências. O ateu vai ter que, no final do dia, dobrar um joelho e dizer junto com a gente, crente, que "no começo talvez foi assim ..."
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Guilherme Adriano

Comentários

Brunna disse…
Achei muito interessante esse post. Gostaria que todos os ateus do mundo pudessem lê-lo.

Graça e Paz.
Cicero disse…
Engraçado, os ateus não tentam provar a inexistência de duendes, fadas, unicorneos, sereias, papai noel. Mas quando se trata do Deus Bíblico aí nota-se um ardor, esforço e militância fundamentalista ferrenha do Neoateísmo hoje.

Mas essas ações, são justamente evidência de Sua Existência Divina. Por que tal preocupação e perseguição à algo que nem existe?!
Guilherme disse…
É verdade...o argumento é: O que não existe não incomoda, se há incômodo, há algo incomodando. Jesus causou e causa muita controvérsia, mas se Ele era apenas um homem e nada mais, como a maioria diz, então por que a necessidade de enfatizar o óbvio ou se incomodar com o claramente falso? ...Jesus: aí tem coias.

Obrigado pelo comentário, Cícero.
Don disse…
Desculpe, não li o post mas me chamou atenção os comentários. Vou tecer um breve comentário sobre o que vocês falaram sobre os ateus. Eu não vou defender os ateus ou agnósticos totalmente, mas como tenho alguns pensamentos em comum vou dizer aqui para deixar claro algumas coisas.

Primeiramente, porque não provar a inexistência de duendes, fadas, unicornios e papai noel enquanto tenta provar a inexistência de Deus? Esta pergunta é feita geralmente meio em forma de transformar o ateísmo num espantalho para atacar. Afinal, não se abrem igrejas em nome de fadas. Estes seres listados são abertamente declarados como seres da fantasia, excluindo algumas vertentes esotéricas que admitem a existência destes seres em outras dimensões/planos de existência e quando isto ocorre é discutível tal como Deus se é ou não o caso de existirem. Alguns argumentam que existem seres como incubus e sucubus, seres que se relacionam com nossas energias sutis, e dizem que tais seres vivem no plano astral, localizado na esfera de Yesod da árvore da vida (por exemplo).

O meu segundo ponto aqui é contra o argumento de que o que não existe não incomoda, e se algo incomoda é porque existe. Prova disso é qualquer caso de pessoa com hipocondria. Ela acredita fortemente estar doente mas não está. Pode-se argumentar que o que incomoda ela existe e é justamente a hipocondria, coisa da qual eu não acho ser uma boa crítica, afinal a pessoa referida se preocupa, por exemplo, acreditando estar com câncer digamos, no entando ela está em plena saúde, sem qualquer sinal de câncer (e além de não ter sinais ela não têm câncer de fato). O que trás preocupação pelos ateus é que se Deus existe, ele implementou uma moralidade (este é um dos pontos). Outros ateus já não se importam muito com isso, porque eles acham que mesmo se existisse um deus, não seria o da bíblia, seria algum tipo de deus neutro, mas por acharem tal coisa uma criação metafísica ficam tirando sarro e fica por isso. Acho que o que falta é mais seriedade por parte dos ateus que ficam fazendo brincadeirinhas. Eles apresentam um monte de argumentos falaciosos pra provar que não existe Deus e acham que estão abalando com isso.

Caso você queira ver o assunto de algo que não existe estar incomodando, alguns filósofos discutiram algo com problemas da linguagem. Seria interessante investigar os textos de Meinong (sobre existência e subsistência), B. Russel ("Da Denotação" "on denoting" no original), Carnap (esqueci o texto mas posso procurar quando estiver em Florianópolis, caso você queira) e tinha mais um que era bem sobre este problema mas não consigo me recordar agora.
Lembre-se, a preocupação de uma pessoa com seu câncer (imaginário) pode ser uma evidência de que há algo, afinal com base de quê ela tem tal preocupação, mas no fundo, no exemplo que eu disse, não havia câncer algum e apenas uma pessoa com preocupação excessiva. Da mesma forma, a preocupação dos ateus sobre a existência de Deus talvez seja até evidência de algo, mas não necessariamente de Deus. Em teoria do conhecimento (epistemologia) discute-se que evidência é sempre evidência para alguém, portanto pode ser evidente para vocês que essa preocupação deles é evidência da existência de Deus, visto a suas próprias crenças.

Espero ter contribuído para o debate.

Um abraço
Guilherme disse…
Obrigado pelo comentário, Don.

O caso da hipocondria, já havia cogitado, e tratei desse exemplo com mais detalhes em um novo ensaio que logo estou terminando. Imaginei que seria possível se incomodar com coisas que não existem mas que, por pensar que existem, pra mim existem, como sendo o caso da hipocondria. Várias pessoas sofrem por problemas que não estão lá, apenas no imaginário. O que argumento é qu esse imaginário não tem a magnitude da suposta ilusão de um Deus bom e todo poderoso criador. A hipocondria é uma ilusão da qual poucos, falando em escala mundial, sofrem. E essas ilusões podem ser tratadas e desfeitas facilmente, já no caso da crença em um Deus de onde tudo vem é universal, o que sugere algo. Não prova, mas sugere. O que daí complemto com argumentos da ciência e da filosofia...não gosto de teologia (kkk)

A hiponcondria e outras doenças e síndromes de ilusão abatem pessoas, na maioria, emocionalmente ou psicologicamete abaladas e em escalas muito pequenas comparadas à humanidade. A existênia de Deus, paraíso, inferno, salvação e Messias (em parte Messias) é universal. Então dada a magnitude da hipocondria e a da suposta ilusão de Deus, acho muito plausível começar um argumento baseado na sugestão do incômodo. C.S.Lewis disse assim, que se tivessemos criado a ideia de Deus, dificilmente seria um de bem supremo, amor e sacrifício; dado o mundo como é, teríamos criado-O a nossa imagem e semelhança (como diz Nichhh), mais parecidos com o panteão grego ou cananeu.

Sobre o espantalho do ateísmo, admito, já fiz isso muito, devo parar. No entanto, o intuito não era o de ridicularizar nem fazê-lo bobo, mas apenas de mostrar que ilusões não tomam a proporção nem a inércia de movimentar a humanidade da maneira que a ideia de Deus tem, e, dessa maneira, igrejas não foram criadas nem -ismos que negassem seres imaginários foram. Em outras palavras, fazendo referência ao livro História do Ateísmo, a necessidade universal de negar Theos sugere que há algo a ser negado que realmete incomoda mais que uma ideia. Não prova, mas sugere.

Obrigado pelo comentário, Don.
Guilherme disse…
Sobre a filosofia da linguagem, estudo isso na faculdade, Foucoult, Russel e pessoal todo...eu realmente creio que há um quê importante para a maneira com que se trata o discurso nisso tudo e muito a ser aprendido, mas de modo geral, creio que ela é aquilo que ela diz que muitas coisas são: ilusão do discurso. Ou não conheço o suficiente ainda para ser completamente indiferente para com ela e não ver relevância alguma no que diz, ou sou cheio de preconceitos...daqui há uns anos saberei, já fiz a aquisição de alguns livros sobre o assunto, amizades com filósofos que entendem a coisa e daqui a alguns anos saberei dizer se é preconceito ou desdém.

Se for verdadeira, será boa para limpar o pincel do discurso religioso e torná-lo mais puro. Se falso, simplesmente jogá-lo-ei de lado como fiz com o maniqueismo, gnosticismo, neo-platonismo etc e continuarei a busca pelo conhecimento das origens, mas sempre guiado pelo Logos de Deus que creio ser Jesus.

Escrevi esse post com o objetivo de realmente provocar o ateu para se mover de seu sono dogmático kantiano, pois, de acordo com Lewis, foram os cristãos provocadores que o fizeram questionar seu ateísmo.

Aquele abraço!