SOBRE A BÍBLIA

[Este texto não possui nada sobre os apócrifos e o canon, vou tratar desses dois assuntos separadamente]
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[Este post é muito longo por ser uma coletânea de informações do meio acadêmico a respeito da Bíblia; é um resumo que fiz de todas as obras (até agora) que li e das pesquisas que fiz sobre o assunto. Peço que leiam tudo, salvem, compartilhem essas informações com os irmãos da sua igreja local, é importante conhecer a história.]
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Gostaria de postar alguns fatos conhecidos e algumas opiniões sobre as escrituras judaico-cristãs, seu impacto e influência na sociedade. Usarei bastantes citações de acadêmicos, pesquisadores, historiadores, etc. Pessoas que têm opinião de peso sobre o assunto.
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Acho importante também ressaltar, como já fiz em uma conversa que estou tendo com um amigo, que o objeto de adoração de um cristão não é a Bíblia, é Jesus Cristo. Os cristãos não adoram a Bíblia; ela não é um fim em si mesmo, quando eu olho para a Bíblia, ela me aponta para a cruz, e na cruz eu acho redenção. “Maomé apontou para o Alcorão. Buda, para o caminho nobre. Krishna, para sua filosofia. Zoroastra, para sua ética. Cristo apontou para si mesmo” – Ravi Zacharias. Adorar a Bíblia é uma coisa que muitos cristãos reformados têm feito, porém não condiz com o que Cristo ensinou.
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Talvez isto que eu diga agora, muitos cristãos não concordarão, mas o Evangelho não depende unicamente da Bíblia, pois o Evangelho se espalhou por todo império romano por uma década antes da primeira epístola ter sido escrita. A Bíblia não é a palavra de Deus, a palavra de Deus é Jesus; Jesus é o verbo, Ele é a palavra! A palavra de Deus é viva, não é escrita. Porém as escrituras são o registro escrito das palavras dEle. “Toda escritura é inspirada por Deus e boa para correção”, assim como Paulo falou. Mas por que estou dizendo isso? Para que os cristãos parem de defender a Bíblia (o livro) como se ele fosse Deus encarnado. Defendam a Bíblia (a palavra de Deus, o Evangelho), a Bíblia (o livro), cuida de si mesma, ela tem mais de 3.000 anos de experiência e maturidade, ela sabe se virar. Conspirações e ataques ideológicos não são uma ameaça para a Bíblia, ela já agüentou isso tudo e muito mais e sempre saiu por cima, o perigo real, aquilo que realmente é perigoso para a Bíblia, é um testemunho de vida torto; é uma boca que confessa e atitudes que condenam; é a intolerância e a cegueira de uma fé na fé; de uma fé na Bíblia, e não uma fé no Deus da Bíblia.
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Eu não acredito na Bíblia porque está escrito que eu tenho que acreditar, eu creio na Bíblia por ela ser um livro sem igual, e pelo fato de o Deus descrito na Bíblia ter sido o único, entre tantos, a se manifestar no nosso tempo e espaço.
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Então antes de escrever algumas opiniões, gostaria de registrar alguns fatos da sua constituição.
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Esse livro foi:
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1. Escrito durante um período de mais de 1.500 anos.
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2. Escrito durante mais de 40 gerações.
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3. Escrito por mais de 40 autores, envolvidos nas mais diferentes atividades, inclusive reis, camponeses, filósofos, pescadores, poetas, estadistas, estudiosos, etc: Moisés, um líder político, que estudou nas universidades do Egito; Pedro, um pescador; Amos, um boiadeiro; Josué, um general; Neemias, um copeiro; Daniel, um primeiro-ministro; Lucas, um medico; Salomão, um rei; Mateus, um coletor de impostos; Paulo, um rabino.
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4. Escrito em diferentes lugares:
Moisés, no deserto; Jeremias, numa masmorra; Daniel, numa colina e num palácio; Paulo, dentro de uma prisão; Lucas, enquanto viajava; João, na ilha de Patmos; Outros, nos rigores de uma campanha militar.
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5. Escrito em diferentes condições: Davi, em tempos de guerra; Salomão, em tempos de paz.
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6. Escrito sob diferentes circunstâncias: Alguns escreveram enquanto experimentavam o auge da alegria, enquanto outros escreveram numa profunda tristeza e desespero.
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7. Escrito em três continentes: Ásia, África e Europa.
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8. Escrito em três idiomas: Hebraico: a língua do Antigo Testamento, Aramaico, e Grego: a língua do Novo Testamento.
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9. Os autores bíblicos falaram de centenas de temas controversos com harmonia e coerência, desde Gênesis até Apocalipse. Há uma única história que vai se revelando: "A redenção do homem por parte de Deus." Em Gênesis temos o homem sendo expulso do Jardim e o pecado tomando conta de todos. Em Apocalipse temos o homem voltando ao Jardim e o pecado sendo exterminado de uma vez por todas.
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10. A formação da Bíblia é um milagre em si. Ao longo de tanto tempo, passando por tantos autores, sendo escrita em tão peculiares condições e sob tão diferentes realidades, saiu “um” livro, completo, intrigante, misterioso e que nos revela um Deus amoroso, justo e paciente: Jesus, o Cristo. A Bíblia que temos é um livro muito caro, o mais caro de todos; custou sangue. Muitas pessoas deram a vida para divulgar a sua mensagem; muitos foram perseguidos (e ainda são) pelo simples fato de possuírem uma. O que temos em mãos hoje é um livro milenar, cujo um capítulo apenas, tem mais valor do que qualquer outro livro. É o livro mais estudado, mais vendido, mais debatido, mais perseguido, mais atacado, mais escondido, mais copiado, mais traduzido, mais influente, mais divulgado, mais revolucionário, mais misterioso e mais relevante de toda a literatura da humanidade.
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A Bíblia é um livro que causa reações únicas. Pelo seu conteúdo, é o livro mais importante do mundo. Olhando para a história vemos que os períodos mais negros da humanidade têm algo em comum: repressão da Bíblia e desejo de criar um novo homem livre da influência das escrituras. Sempre quando alguém se levanta para “limpar” a sociedade da influência das escrituras judaico-cristãs, rios de sangue são derramados, mas quando a sociedade está livre para lê-lo e discuti-lo, passamos por um tempo de paz e crescimento intelectual.
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Vemos essa tentativa de se livrar do Evangelho acontecendo desde o Imperador Romano Nero (64 d.C) até os dias de hoje com perseguições na Índia. A Bíblia passou pelas fogueiras do império romano, pelas espadas dos persas, godos e mulçumanos, pelos monastérios e castelos da idade média e a sua supressão do clero, pelos decretos chineses e japoneses, pelas fogueiras da revolução francesa, pelos campos de concentração nazistas e comunistas e pelo extermínio de governos militares e regimes ditatoriais. Porém a Bíblia continua no nosso meio. Nenhum outro livro agüentou tanto. Um francês disse “A Bíblia é uma bigorna que tem gasto muitos martelos”.
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“Ela foi atacada por céticos, incrédulos, filósofos, pessoas cultas e renomadas na história, porém permanece dizendo a mesma coisa e convencendo multidões: H. L. Hastings: "Durante dezoito séculos os incrédulos têm refutado e atacado esse livro, e, no entanto, ele está hoje firme como uma rocha. Aumenta sua circulação, é mais amado, apreciado e lido do que em qualquer outra época. “Com todos os seus violentos ataques, os incrédulos conseguem fazer nesse livro o mesmo que uma pessoa, com um prego e tachinhas, consegue fazer nas pirâmides do Egito.” – (Evidências que exigem um veredito, Josh McDowell)
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"Por mais de mil vezes badalaram os sinos, anunciando a morte da Bíblia, formou-se o cortejo fúnebre, talhou-se a inscrição na lápide e fez-se a leitura da elegia fúnebre. Mas por alguma maneira o cadáver nunca permaneceu sepultado. Nenhum outro livro tem sido tão atacado, retalhado, vasculhado, examinado e difamado. Que livro de filosofia, religião, psicologia ou literatura, do período clássico ou moderno, sofreu um ataque tão maciço como a Bíblia? Um ataque marcado por tanta maldade e ceticismo? Um ataque tão vasto e desferido por pessoas tão eruditas? Um ataque contra cada capítulo, parágrafo e linha? A Bíblia ainda é amada por milhões, lida por milhões e estudada por milhões." – (Bernard Ramm)
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A ciência, a filosofia, a política e a arte devem muito às escrituras judaico-cristãs, pois como escreve o autor Dinesh D’Souza: “A democracia é baseada nisto: ‘todos são iguais aos olhos de Deus’. Foi essa idéia teológica que, levada à política, fundou a base para toda a democracia. Foi por causa da mensagem de Jesus que o mundo moderno se civilizou.”
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“Os grandes avanços sociais que a humanidade conhece são resultado do exame das Escrituras, como a libertação dos escravos, o resgate da dignidade e direitos da mulher e da criança.” - “Certa feita, chegou à Ilha de Fidji um ateu estadeando sua crença evolucionista a um grupo de cristãos. Com ar de arrogância, blasonando sua cultura atéia, enaltecendo sua pretensa ciência, começou a ridicularizar as Escrituras Sagradas e a menosprezar a fé sincera daqueles nativos. Imediatamente, o chefe daquela tribo dirigiu-se ao altivo ateu, dizendo: “O senhor está vendo aquele velho forno? Ali assávamos carne humana; não fosse a Bíblia e a transformação que Deus realizou em nós pela sua mensagem, hoje, o senhor seria o nosso jantar”. A Bíblia fez uma diferença tão grande naquela tribo, que o turista altivo em vez de ser o jantar, foi convidado para jantar.” – (A influência da Bíblia nas civilizações)
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Após um tempo estudando a vida de Gandhi, é incrível notar o que o ateu Bertrand Russell disse sobre ele: “O único motivo porque Gandhi, com a sua não-violência, obteve sucesso foi porque ele estava apelando para mentes de um povo cristianizado.” De fato, se Gandhi tivesse lutado da mesma forma contra os nazistas, ele teria sido aniquilado, mas os britânicos, que conheciam as escrituras, cederam. “Isto não é incrível”, disse Ravi Zacharias ao comentar sobre o assunto, “Aqui está um ateu, dizendo que um panteísta foi bem sucedido, pois apelara a mentes cristianizadas”.
É interessante notar também que, a mensagem que inspirou Gandhi, foi a conhecida passagem do “Sermão do Monte”, do Evangelho de Mateus. Portanto, quem inspirou Gandhi foi Cristo, e o que levou Gandhi a ter sucesso em sua campanha foi a mensagem de Cristo na mente dos britânicos. “Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle” – (João 1.3). Cristo foi o motivo e a conseqüência. O começo o meio e o fim.
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A filosofia foi grandemente influenciada pelos pensadores cristãos. Platão era defensor do infanticídio e da prostituição. Sócrates era pederasta. Maomé defendia a poligamia e pedofilia. Os Vedas permitiam o roubo. A filosofia estóica é fatalista. A filosofia epicurista é hedonista. Os escritos Hindus dividiram a sociedade em castas. O senso de moral e dignidade que temos hoje na filosofia é, grandemente, graças à filosofia cristã.
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Para o campo da ciência, os ensinos da Bíblia influenciaram pessoas como Nicolau Copérnico, Johannes Keppler, Galileu Galilei, Renê Descartes, Isaac Newton, Robert Boyle, Michael Faraday, Gregor Mendel, William Thompsom Kelvin, Max Planck, Blaise Pascal, entre muitos e muitos outros. Nomes que formaram a base de toda a ciência moderna, e, ao mesmo tempo, adoravam o Deus da Bíblia. Einstein disse: “Ciência sem religião é coxa, e religião sem ciência é cega”. “Aqueles que crêem que há um conflito entre religião e ciência, ou não endentem nada de religião, ou são muito ignorantes a respeito da ciência.”
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A Bíblia é um livro singular, não há outro livro tido como sagrado que se compara às escrituras judaico-cristãs. Leia o comentário de M. Montiero Williams, antigo professor de sânscrito, que estudou mais de 40 anos estudando livros orientais e comparando-os com a Bíblia:
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"Se você quiser, empilhe-os no lado esquerdo de sua escrivaninha; mas coloque a sua Bíblia do lado direito - apenas ela, só ela - e que haja uma boa distância entre a pilha de livros e a Bíblia. Pois existe uma grande distância entre ela e os chamados livros sagrados do Oriente, de modo que estes se opõem àquela total, completa e definitivamente... um abismo real que nenhuma ciência do pensamento religioso conseguirá transpor.”
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SOBRE AS SUAS CÓPIAS
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"ter uma atitude cética quanto ao texto disponível dos livros do Novo Testamento é permitir que toda a antigüidade clássica se torne desconhecida, pois nenhum documento da história antiga é tão bem confirmado bibliograficamente como o Novo Testamento". –(John Warwick Montgomery)
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"Os judeus a preservaram como nenhum outro manuscrito foi jamais preservado. Com a massora (parva, magna e finalis) eles verificavam atentamente cada letra, sílaba, palavra e parágrafo. Dentro de sua cultura, eles dispunham de grupos de homens com funções específicas, cuja única responsabilidade era preservar e transmitir esses documentos com uma fidelidade praticamente perfeita - eram os escribas, copistas e massoretas. Quem alguma vez contou as letras, sílabas e palavras dos textos de Platão ou Aristóteles? de Cícero ou de Sêneca?” – (Bernard Ramm). As letras do Antigo Testamento estão todas contadas.
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Segundo a crítica, o texto de Shakespeare é mais corrompido e duvidoso do que os textos do Novo Testamento. Enquanto há grandes dúvidas sobre os textos de Shakespeare sua interpretação e sentido textual, na Bíblia, há apenas dúvida na questão da tradução de palavras, sinônimos, e nunca do sentido. As pequenas diferenças de tradução da Bíblia para outras línguas, de forma alguma alteram o sentido do verso. Se os textos de Shakespeare fossem analisados e julgados com os critérios que a Bíblia é, concluir-se-ia que seus textos são invenções.
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Há mais de 24.000 manuscritos antigos dos textos do novo testamento em Grego e Hebraico espalhados por museus, universidades e bibliotecas. A obra que chega mais perto disso possui 600e poucas. As Bíblias não são traduzidas “a la vontê” do tradutor, são baseadas em milhares de manuscritos em várias línguas. Muitos tradutores da Bíblia pagaram suas traduções com suas vidas. “Eu não daria a minha vida por poesia” – Paul Washer.
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Se a existência de uma pessoa fosse determinada pelo número de registros históricos acessíveis, muitos personagens históricos deixariam de existir, porém Jesus de Nazaré continuaria existindo. Há mais evidência histórica da vida, pregação e morte de Jesus, o Nazareno, do que a vida de muitos personagens históricos.
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Os Rolos do Mar morto são a maior evidência histórica da autenticidade Bíblica; estão entre os achados arqueológicos mais importantes da história da humanidade. São rolos dos livros da Bíblia que foram encontrados em cavernas perto do mar morto, em 1947, que datam de 250 a.C. até 200 d.C. - “Os famosos Manuscritos do Mar Morto trouxeram tantas evidências em favor da exatidão das cópias da Bíblia que possuíamos, que as críticas feitas às Escrituras Sagradas perderam completamente sua razão de ser, e algumas delas caíram no ridículo.” (Artigo “Manuscritos do Mar Morto). O rolo do livro de Isaías, por exemplo, confere letra por letra com o que temos hoje.
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O arqueólogo Willian Foxwell Albright, especializado em Oriente Próximo e epigrafista hebraico diz: “...esses manuscritos, longe de apontar contradições oriundas de copistas descuidados ou erros que empanassem a verdade do Livro de Deus, confirmaram tudo o que se encontra na nossa Bíblia hoje”
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"A tradição nacional hebraica supera todas as outras na maneira clara como descreve a origem tribal e familiar. No Egito e na Babilônia, na Assíria e na Feníncia, na Grécia e em Roma, procuramos em vão por qualquer coisa parecida. Nada há de semelhante na tradição dos povos germânicos. A índia e a China também não têm algo parecido para apresentar” – (Professor Albright)
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"A Bíblia não é o tipo de livro que um homem escreveria caso pudesse, nem que poderia escrever, caso quisesse". – Lewis S.Chafer
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Houve um caso, onde eu estava conversando com um ateu, e a certo ponto da conversa ele me disse: “Então prova para mim que Deus existe!”, eu disse: “A maior prova que tenho da existência de Deus, é o fato de Ele ter mudado a minha vida”, ele riu e disse: “AIDS também muda a vida de muita gente!”, no que respondi: “Pois é, mas para que a AIDS mude a vida de alguém, ela precisa ser real, e não fruto da sua imaginação!”, ele ficou bravo e a conversa acabou. A moral é esta: Algo que é não existe não incomoda! Se a Bíblia fosse tão obviamente falsa e corrupta, as pessoas não se incomodariam com ela. Quantos livros no meio acadêmico você já leu sobre a farsa que é o alcorão, ou a tripitaki, ou os escritos de qualquer outra religião? Nunca vi um ateu escrevendo um livro “Por que não acredito em unicórnios”, ou “os textos corrompidos de Shakespeare”. Aquilo que não existe, não incomoda! Aquilo que é obviamente falso, não causa dúvidas. A Bíblia é um mistério há mais de 3.000 anos.
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A Bíblia contêm tudo aquilo que um homem precisa saber para conhecer a Cristo.

Comentários

Paulo disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo disse…
Muito bom esse post Guigo.A frase que foi citada ali do Paul Washer me fez pensar em uma coisa.Pessoas deram a vida para as escrituras não serem alteradas e também por outros diversos "ataques" à ela.E para muitos esse livro é motivo até de piada, é triste se for pensar sobre isso.
Deus te abençoe Guigo
De: Zanon
Parabéns pelo trabalho no blog. Já estou seguindo.

Aproveito para lhe convidar a conhecer o meu blog, e se desejar segui-lo, será uma honra.

Seus comentários também serão muito bem-vindos.

www.adonainews.com.br

Vicente Lino da Natividade Apelidado: NEL
Gustavo disse…
Nas últimas semanas estou tentando compreender a minha fé e lendo o seu texto surgiram esses seguintes argumentos:

Se a bíblia é considerada a palavra de Deus e foi escritas pela interpretação da palavra de Deus por homens, então não há sustentação para fé.

Se a bíblia diz que o homem está sujeito ao pecado e que somente Deus é santo, logo posso dizer que a bíblia é imprecisa, afinal o homem é naturalmente falho.

A bíblia ainda diz 'maldito o homem que confia no homem', então como posso confiar na bíblia se ela é a interpretação de Deus por homens.

A principal sustentação que temos para acreditar em Deus é a sua palavra dita de geração em geração. Embora o homem tenha preservado a bíblia ao longo dos séculos isso não quer dizer que quem escreveu originalmente a bíblia não 'falhou'.
Guilherme disse…
Gustavo

Faz tempo que alguém não faz perguntas inteligentes como essas.

Está escrito "maldito o homem que confiar no homem", mas esse versículo não está dizendo de confiança no sentido geral, e sim para a salvação e para saber o que é certo e errado. Precisamos olhar o que o texto está dizendo dentro de seu contexto, e nunca aplicá-lo a todas situações indiscriminadamente.

Se não pudéssemos confiar em homens absolutamente, nunca sequer entraríamos num ônibus ou num taxi. A confiança do versículo citado é no sentido de salvação e certo e errado, não em confiar que o que foi escrito está de acordo.

O homem é falho. Certo. Deus é perfeito. Sim. Se a revelação tivesse sido subjetiva, seria difícil confiar que quem escreveu a Bíblia interpretou certo. Mas as partes essenciais da Bíblia são cópias direta das palavras do própria Deus, assim, não precisou de esforço para interpretar. A Lei foi ditada por Deus. Os Evangelhos foram relatod so que os apóstolos ouviram da boca de Jesus, afinal, andaram com ele por 3 anos. As cartas de Paulo são desdobramentos morais dos ensinos de Jesus e Cristologia, que foi revelada pelo próprio Jesus a Paulo.

Eu também duvidaria daqueles que escreveram a Bíblia se a mensagem dela fosse difícil de entender, filosófica e complicada demais. Mas não é. A mensagem da Bíblia é muito simples. Jesus disse que uma criança entende. Por isso ele contou TANTAS parábolas. No entando, a fé do cristão não depende da Bíblia, e sim de Jesus. A Bíblia não é a palavra de Deus, Jesus é. Está escrito "Ele é o Verbo (palavra em latim)" Por muito tempo os cristãos tinham apenas o velho testamento...o novo ficou pronto só mais tarde. E o cristianismo floreceu não por causa das escrituras, mas por causa de Jesus. Ele está vivo. Há experiência de fé na vida cristã. As escrituras são o complemento, regra, mas Cristo é a fé. O cristianismo depende de Cristo e não da Bíblia (por mais incrível que possa parecer dizer isso)
Guilherme disse…
"A principal sustentação da fé são as escrituras" Não concordo. Eu era agnóstico antes de me converter. Nunca tinha pego numa Bíblia. Nem lido nada sobre ela. Converti-me não por escutar pregações ou ler a Bíblia, mas por ter passado por experiências sobrenaturais (contei elas no PodCast "Primeiros passos da vida cristã") Depois de muito tempo comecei a ler a Bíblia.

Aliás, é possível demonstrar a existência de Deus sem usar a Bíblia. E a divindade de Jesus apenas com o judaísmo. Como lhe disse antes, a fé não depende da Bíblia -nunca sequer havia lido ela, no entanto, converti-me- mas a experiência de fé que se tem com Jesus ao entregar-se a ele.

Muitos ateus se converteram dessa maneira, sem ler a Bïblia, apenas seguindo o argumento da existência de Deus até onde ele levava e olhando para vida dos cristãos que afirmavam se comunicar com Jesus que vivia. Entregando-se em oração, experimentaram o novo nascimento, evento tão inexplicável como as mudanças de humor de uma mulher, que é a experiência de fé mais poderosa.

Espero poder ter ajudado...
Gustavo disse…
Valeu Guilherme pela resposta!