I sex you!




[Não usarei este post para escrever “o que é” o amor ou o sexo, apenas o que “não é”. Este texto é apenas uma extensão de outras idéias já postadas]
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Amor não é sexo.
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A nós não foi dada uma escolha ou tempo para pensar sobre tal assunto, simplesmente nascemos e acontecemos, não pudemos escolher educação nem circunstâncias. Quando éramos pequenos, nossas mentes eram tão absorventes quanto uma esponja; “absorvemos” tudo aquilo que estava ao nosso redor: valores, idéias, conceitos, exemplos, etc. Crescemos aos pés de uma sociedade “sexólatra” que, desde nossos primeiros anos de idade, nos ensinou que a única forma de demonstrar nosso amor por alguém do sexo oposto é oferecendo a nossa sexualidade. (Encontramos tais ensinamentos em novelas, livros e filmes, e por conseqüência, na vida real.)
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Vemos namorados exigindo de suas namoradas uma prova, ou demonstração, de amor = sexo; em novelas e filmes assistimos a grandes histórias de amor = sexo; escutamos músicas que falam sobre o amor = sexo; conhecemos pessoas (ou somos elas, como foi o meu caso) cujos relacionamentos começaram por causa de um grande sentimento de amor = sexo. Mas qual é o problema disso? O problema é que “o que começa mal, nem sempre, mas com grande freqüência, termina mal”. O que acontece com freqüência é de relacionamentos terminarem quando o tesão (“amor”) termina. Ora, mas é óbvio que isso aconteceria! Se nós construirmos um relacionamento baseado nos encantos do prazer sexual, assim que esse prazer perder intensidade o relacionamento também perderá; se construirmos um relacionamento que tem uma “cama” como fundamento, assim que a “cama” for chacoalhada, o relacionamento também será. Se a “cama” for o fator determinante do relacionamento, assim que eu achar uma “cama” melhor terei um relacionamento melhor, e logicamente, um amor melhor.
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Se o tesão for o combustível do amor, então o amor acabará quando o tesão passar.
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Relacionamentos que se seguram pela “cama” estão fadados ao desastre, pois um dia a “cama” acaba e o corpo começa a cair e a não funcionar mais. Se amor for igual a sexo, então não há ser humano acima dos 80 que seja capaz de amar.
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  • [Antes de continuar, gostaria de dizer que sou solteiro, portanto posso escrever mais sobre o que “não é o sexo”, do que “o que é” o sexo. Não poderia me aventurar a especular sobre o mistério de “se tornar uma só carne”, estaria sendo pretensioso. Mas escrevo até onde a teoria e a observação me permitem.]
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Não devemos confundir atração física com amor.
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Mas o mundo romantizou o adultério. Aos poucos, nós rebatizamos pecados; usamos eufemismos e assim amenizamos o escândalo do erro.
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Gostaria de compartilhar uma experiência que tive que pode ilustrar bem isso. Eu estava na casa de um amigo querido em Blumenau. Estávamos em umas 4-5 pessoas assistindo a um filme (não me recordo qual, mas era brasileiro), e ao término do filme, os bons tinham sido enganados e os maus saíram ganhando. Os sacanas tinham enganado os justos e o adultério havia prevalecido no lugar do amor e da lealdade, e eu estava vibrando, contente da vida que o filme tinha acabado assim. O enredo foi tal, que me levou a torcer pelas pessoas erradas; a esperar que o mal triunfasse sobre o bem e o adultério prevalecesse sobre a fidelidade. Só então, depois do filme acabar, é que me dei conta de como eu tinha me deixado levar pelas emoções, ao ponto de desejar ardentemente que o mal prevalecesse. – [Ah, deixa de ser “bitolado” Guigo! Foi só um filme!] Antes fosse apenas em filmes, mas na vida real também é assim, temos a tendência de desejar que o erro se estabeleça como regra e o torto prevaleça no lugar do reto, não é? Na vida real, nós também nos entregamos ao enredo, e baseamos nossas escolhas nas emoções. Quem dera que essas coisas acontecessem “apenas em filmes”. [A vida imita a arte ou a arte imita a vida?] Simples! Quem veio primeiro? Portanto, a arte imita a vida, assim sendo, não “foi só um filme”, foi uma representação da vida real, então, não estou sendo “bitolado”, estou sendo realista.
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Nós criamos tanto romance e sentimentalismo encima do adultério que acabamos torcendo por ele, e mais: desejamo-lo. Romantizamos o adultério; colocamos nele uma roupa colorida, um nome atrativo e uma trilha sonora comovente, e assim nos entregamos a esse enredo fantasioso e mentiroso que o mundo chama de amor. Por mais que enfeitemos o adultério ele continuará sendo um erro. Há um ditado popular que representa perfeitamente o que estou querendo dizer, ele diz: “Fezes perfumadas ainda são fezes”.
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Amor não é sexo. Sexo não é “aperto de mão”. O sexo tem seu propósito, que é muito mais profundo, mais bonito, mais satisfatório e mais loucamente prazeroso do que qualquer coisa que o mundo tem a nos oferecer. O prazer é um presente que Deus nos deu, mas como vocês todos bem sabem, nós, homens “iluminados”, “sábios”, “honrosos”, nos destruímos com todos os prazeres que Deus nos deu. Tornamos o prazer um fim em si mesmo e a busca pelo prazer o objetivo de vida [Hedonismo?], e com isso, transformamos o prazer em vício.
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  • [Rapidamente, para provar meu ponto, gostaria de estender um pouco mais esta questão: Os prazeres são de fato presentes de Deus. Veja bem. É necessário, para o sustento e bom funcionamento do corpo, que a comida tenha sabor e cheiro? É necessário para a visão, as cores? É necessário para audição, a música? Para que se conceba uma nova vida, é necessário que o prazer esteja envolvido? A resposta para todas essas perguntas é “não”. Os sabores, os cheiros, as cores, a música e o prazer sexual não têm função biológica indispensável para que a vida acontece. Podemos continuar existindo sem essas coisas. Mas Deus nos presenteou com sabores e aromas, para que comer não seja apenas um ato de sobrevivência, mas sim de prazer; para que os sons não sejam apenas ruídos, mas que tenham harmonia; para que a visão pudesse encher a nossa alma de cores e sentimentos; para que o prazer sexual transformasse o sexo em algo muito mais bonito e encantador do que a mera “procriação”.
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  • Deus mesmo desenvolveu os nossos sentidos de tal maneira que pudéssemos não só perceber o mundo à nossa volta, mas desfrutar dele; Deus nos criou para usufruir da criação. Ele nos criou com mecanismos que nos possibilitam sentir prazeres inimagináveis. Porém houve uma queda...Ah, a queda!
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  • Hoje, nós buscamos o prazer como um fim em si mesmo. Não desfrutamos mais das coisas, apenas alimentamos nossos vícios. Hoje, os sabores, a música, o prazer sexual, entre outros prazeres, são os maiores motivos de auto-destruição. E diferente de outras religiões, que dizem que os prazeres são intrinsecamente maus, ou que devem ser evitados, ou até que “devemos buscar um estado de humanidade superior onde não precisaremos mais dos prazeres, e assim, portanto, cessaremos todo sofrimento”, ao contrário de todos esses ensinos extremamente “castrantes”, Jesus Cristo disse que o problema não está “no que entra, mas no que sai”(e por favor, não usem isso que acabei de escrever como base de argumentação para o uso de drogas); Ele disse que o problema não está nas coisas, e sim nas pessoas. Os prazeres, em si, são bons, o nome já diz, p-r-a-z-e-r. O problema reside em “o que nós fazemos para alcançar esses prazeres”, e nesse aspecto, o homem não tem freio, passa por cima de tudo e todos para conquistar o seu gozo. Irmãos, prazer não é pecado, prazer é divino! Prazer é presente de Deus! Mas há uma forma de desfrutar das coisas sem causar danos a si mesmo, à sua alma e aos outros]
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Voltando ao assunto e concluindo a idéia. Não se deixem enganar por esse mundo “que jaz no maligno”, não caiam na conversa da serpente (de novo), não chamemos mais pecados como “adultério” de “casos extraconjugais”, nem nos entreguemos mais a romances fantasiosos.
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Prazer real é poder “desfrutar das coisas sem ser dominado por elas”; é gozar das coisas e não sentir culpa depois. Mas para que nós, seres humanos, falhos como somos, possamos usufruir das coisas sem sermos dominados por elas, só se possuirmos uma nova natureza mesmo, porque com esta natureza atual, tudo que fizermos resultará em vício e sofrimento. Mas então, como podemos conseguir essa nova natureza? (Eu conheço alguém que pode ajudar...)
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Guilherme Adriano

Comentários

luca disse…
é é...

hehhe, já tinhamos conversado sobre isso...

o que queria dizer é que gostei mto do culto de horação ontem, queria que tu dissesse pra Ingrid, temos que fazer mais...

abraços irmão querido...

obs.: falei aqui pq por emails tu nem olha nem responde...

heheh