Você é o problema


"A depravação humana é o fato mais empiricamente verificável, ao mesmo tempo, o mais intelectualmente resistido" - Malcolm Muggeridge.

Em outras palavras, a natureza depravada de nossos corações é o nosso aspecto mais evidente; é a nossa certeza maior, mas da mesma maneira, é o aspecto mais rejeitado e resistido pelo nosso intelecto.

Você não acha perturbador o fato de mais de 90% do entretenimento que temos se encaixar na lista de “aquilo que mata o homem”, segundo Jesus Cristo? 

Você não acha assustador o fato de que, de acordo com Jesus, aquilo que nos motiva a consumir bens é geralmente fruto de um vício?

Não perturba saber que aquilo que aprendemos a valorizar e os princípios aos quais nos atamos são, em grande parte, considerados por Cristo imorais e nocivos?

Não é interessante notar que aquilo que a maioria dos homens busca como objetivo de vida é o que Jesus chamou de infrutífero, inútil, correr atrás do vento?

Não é repugnante ver que um ato tão nobre quanto a caridade é usado para autopromoção e engrandecimento? 

O que movimenta a economia mundial é a insatisfação viciosa de homens insaciáveis. 80% dos bens do planeta são consumidos por menos de 20% da população mundial, segundo o documentário Home. Forçamos mais da metade do planeta a trabalhar para que possamos ter aquilo que nos faz gozar. Não incomoda saber que, provavelmente, você possui algo que não o pertence e desfruta de prazeres às custas da miséria de alguém? Agora você entende a necessidade do Senhor nos ensinar a ser para depois ter de uma forma lícita?

Interessante notar que muito daquilo que chamamos de satisfação, prazer e alívio leva à morte ou ao vício. Crentes, essas coisas não lhe soam assustadoras? Descrentes, essas possibilidades não lhe causam preocupação?

Não é aterrorizante pensar que muitos daqueles que admiramos Jesus chama de malfeitores? E que as virtudes que admiramos neles são não raramente pecados de ganância, lascívia e idolatria?

Para o cristianismo,  é digno de danação muito daquilo que sai do coração. Por ser cristão chato, acredito que sem a intervenção de Deus, nunca conseguiremos nos livrar desse coração cheio de cola onde só gruda problema. Sem a ação do Espírito, a solução será sempre uma vontade de mudar, uma teoria sem prática, um bom assunto para uma conversa. 

Não penso que o problema seja saber o que fazer, pois todos sabem o que fazer e o que não fazer, o problema é que, sem Deus, o homem não tem força para fazer o que sabe que precisa fazer e ser como ele sabe que deveria ser. Para o homem, na condição de caído, querer não é poder.

A solução não está dentro do homem, mas o problema sim.

Condenamos os romanos por terem frequentado o coliseu e vibrado com a morte dos gladiadores e dos cristãos. Por terem se entretido com aquele sangue todo, condenamo-os por desumanidade. Mas ao mesmo tempo, lotamos uma sala de cinema na estréia de um filme como Jogos Mortais. Adoramos ler revistas e livros que contam em detalhes como os assassinos mais cruéis cometeram seus crimes mais brutais; fazemos fila na frente de uma loja de vídeo games para comprar jogos onde podemos matar, roubar e estuprar seres humanos. Você pode argumentar que é só virtual, não é real. Concordo. Porém pergunto, e o prazer - aquele tesão! - que brota lá de dentro ao ver tanto sangue e carnificina também é virtual?

Não é assustador descobrir que nós somos o nosso maior problema - Freud acho que concorda comigo aqui - e que há um monstro em potencial dentro de cada um?

A crueldade é um dos prazeres mais antigos da humanidade, disse Nietzsche. Até escritores nada pro-Deus concordam com o diagnóstico de Jesus Cristo. Nietzsche diagnosticou bem o problema, mas não deu a solução. Como Caio Fábio disse durante uma entrevista, filósofo de verdade é aquele que, como alguém que pintando um quarto, ao terminar de pintar, se encontra encurralado em um canto, filósofo é aquele que sabe que não tem saída.

Com cristão, não é surpresa que vá dizer que Jesus está certo. Mas Jesus está certo! Se a solução para os seres humanos estivesse ao nosso alcance por vias naturais, você não supõe que nesse tempo todo já teríamos chegado lá?

Dentre os mais marcantes pensadores da história até as figuras mais controversas, há uma opinião em comum, há algo de errado com o ser humano e a resposta não está nele. Se o nosso problema fosse de simples solução, Deus não precisaria ter ido à cruz para nos redimir.

Acho interessante ver como Jesus resumiu toda a escritura em dois mandamentos, ame a Deus sobre todas as coisas, e ame o seu próximo como a si mesmo. Mais interessante ainda é ver como os homens também resumiram as suas leis em apenas duas, rejeite a Deus sobre todas as coisas e ame a si mesmo.

Como todo homem razoável que não sofre da doença existencial da pós-modernidade, creio em uma categoria absoluta como a da verdade; em algo não relativo. Se de fato tudo fosse relativo, até a famosa frase tudo é relativo seria relativa e nenhuma verdade existiria - e o universo provavelmente não poderia existir. Mas creio no óbvio, em uma categoria absoluta como a verdade. Ora, se há a verdade, logicamente há a mentira ou ilusão. Se eu viver na prática da mentira ou da ilusão, certamente em algum ponto da minha vida serei levado ao erro. Hhatá, em hebraico, hamartáno, em grego e peccátu, em latim, significa errar. De uma forma simplista, pecado = erro. Portanto, todo aquele que crê na verdade, é automaticamente levado a crer na mentira, que por sua vez nos leva ao erro, que temos traduzido como pecado. Jesus não estava falando apenas de mal comportamento quando falou sobre o pecado, Ele estava falando de um estado existencial embasado no erro. A Bíblia não trata o pecado como um comportamento imoral ou algo que, sem auxílio divino, possa ser evitado, mas como um estado destituído de graça, um estado desgraçado.

Todos estão mortos em seu pecado e carecem da Glória de Deus, disse Paulo.

Chegar a essa conclusão de pecado é muito simples. Você crê na afirmação popular de que ninguém é perfeito? Suponho que sim. Com isso, pelo menos, apelando ao bom senso, afirmo que nenhum ser humano normal afirma ser perfeito. Então se ninguém é perfeito, todos são imperfeitos.

A imperfeição nos dá margem ao erro (peccátu). Como todos nós erramos, todos nos pecamos. Com isso quero demonstrar que o pecado não é apenas um termo religioso, mas pode ser considerado antropológico que tem implicações religiosas, mas não é em si religioso. O pecado não faz parte da religião, faz parte do homem. É, de acordo com o pensador, o fato mais evidente no universo.

Com isso, até agora, todos concordam. Filósofos, leigos, cristãos, descrentes, todos concordam que pecamos, que o coração do homem é cheio de peccátu, e que esse peccátu é que nos tem destruído por tantos milênios. É o que Jesus disse. É o que Deus disse através dos profetas, desde a era pré-diluviana (se houve uma) até antes de Cristo. É o que os homens têm dito.  

Mas vale lembrar que ninguém nasce mau. Ninguém nasce um psicopata formado, mas nasce com a semente da morte, inimizade e pelejas, dependendo como ele adubar o seu coração, as sementes crescerão ou não. Ninguém nasce alcoólatra, mas nasce com as sementes da bebedice e glutonaria, e dependendo como ele adubar o seu coração, as sementes crescerão ou não. É caso de predestinação? Não! É caso de nascer espiritualmente quebrado. O destino óbvio do homem pode ser alterado? Sim! E essa é a boa notícia de Deus para o homem (evangelho), o homem tem conserto!

O homem tem o potencial de ser qualquer coisa, basta se entregar a certas perversões que adubarão sua terra, assim criando o solo perfeito para determinada semente florescer. O homem não tem freio, pode tudo. É tudo uma questão de lugar e circunstância. Se Deus não existe, tudo é permitido, escreveu Dostoiésvski.

A ciência, de certa forma, concorda - à sua própria maneira - com o diagnóstico de Jesus quando diz que o homem nasce com o problema. Ninguém nasce um assassino, mas nasce com o potencial de ser. Todos têm o potencial para qualquer coisa, tudo depende do tipo de sementes que plantamos em nossos corações. 

Essa é a condição humana descrita pela Bíblia. Contra esse mal em potencial, ou manifesto dependendo do caso, é que Jesus falou. É por isso que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus. Com essa natureza escondida no coração o homem não pode habitar com Deus, pois se não o céu logo se tornaria um inferno.

Crentes e descrentes, não é assustador ser humano? Amamos, patrocinamos, praticamos e incentivamos aquilo que é abominável a Deus, nocivo ao próximo e prejudicial a si mesmo.

Por isso que a solução que Jesus nos deu é de dentro para fora, pois de fora para dentro já tentamos e não funcionou. Já tentamos a alquimia e não deu certo, já tentamos a razão e não deu certo, já tentamos a ciência e não dá certo, já tentamos a educação e quase deu, mas também não deu certo! O único remédio eficaz é o do Evangelho: mudança de natureza por vias sobrenaturais, intervenção divina. O único remédio que funciona é aquele que vai direto à raiz do problema, você, e Cristo sabe lidar bem com isso.

Deus nos ama, mesmo sendo como somos, mas esse amor não nos força a nada que não queiramos. Não seremos obrigados a amá-lo. Deus, porque é amor, se dispõe a redimir e cuidar, mas porque é justiça, não obrigará ninguém.

Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação – (Romanos)

Deus pode e quer nos redimir, nos dar vida, ser nosso Pai, mas enquanto formos criaturas rebeldes e ingratas, Ele terá paciência e esperará 80, 90, 100 anos se preciso, até nos arrependermos e dermos a ele o nosso coração para que seja restituída a imagem e semelhança d'Ele em nossa natureza. Até lá, a gente continua se matando nas arenas desse mundo aqui. 

Guilherme Adriano

Comentários

Flávio disse…
“If God is not, everything is permitted” essa frase é de Dostoiéski.

Sobre Nietzsche, ele não é o demônio que pintam, foi muito mal compreendido e utilizado de forma errônea por pessoas inescrupulosas. Nietzsche diagnosticou muito bem o niilismo de seu tempo (e do nosso também, como você tão bem descreve nesse texto), mas ele se utilizava de frases de extremo impacto para jogar na cara dos "fiéis" o que eles realmente eram, e a quem realmente estavam servindo. O que foi muito utilizado posteriormente por quem apenas queria negar Deus em proveito próprio. Desculpa dar uma de advogado do diabo XD

O problema somos nós e concordo com você. Ao contrário do que muitas pessoas querem tentar incutir em nossa geração não acredito em uma "natureza" humana, somos o que cultivamos, temos escolha.

Creio, como você, na Verdade. Mas acho que ela expõe-se apenas como faíscas no mundo da linguagem, porque a Verdade Absoluta está acima da linguagem e do pensamento discursivo. A meditação, segundo o que entendi dela pois ainda não a pratico, pode abrir as portas para um "esvaziamento" do "eu" (ou seja de conceitos, crenças, julgamentos, opiniões, etc) para te por em contato com o que está acima do que essa mente dualista do "eu" pode abarcar.

Valeu, ótimo texto :)
Guilherme disse…
"“If God is not, everything is permitted” essa frase é de Dostoiéski." - Não citei Dostoiéski, pois há estudiosos que dizem que esta frase não é dele! Na dúvida, decidi "não ultrapassar".

"Desculpa dar uma de advogado do diabo XD" - No need for apologies! Opinions. Como o Joannes dizia para mim, -heads and heads-.

"Mas acho que ela expõe-se apenas como faíscas no mundo da linguagem, porque a Verdade Absoluta está acima da linguagem e do pensamento discursivo." - Aqui está uma diferençca fundamental de doutrinas que temos. Segudo o Evangelho de Jesus Cristo, a verdade não só é inteligível, mas também praticável.

Como argumentado por um Filósofo cristão moderno, "a única forma aceitável e coerente de um Deus amoroso, é se esse Deus fizer a verdade acessível e o relacionamento com Ele possível; é se Ele, sendo eterno (fora do tempo), entrar no tempo e fizer parte da nossa história assim se manifestando a nós, e nos dando chance de alcançá-lo".

Creio que no problema, concordamos! É bem evidente! Mas na solução, temos crençcas diferentes!

Mas como Pascal disse no seu livro "pensamentos", descobriremos apenas quando morrermos, até lá, apostamos! [Ele continua e argumenta que a aposta deve ser no mais óbvio, mas isso é outro post!!]

Obrigado Flávio!
Flávio disse…
A ética, a prática da ética é inteligível, o caminho a se seguir é inteligível, a Verdade em si, não. Por isso o "não julgueis para não serdes julgado" (na minha humilde opinião).

Mas existe uma diferença doutrinaria, realmente. Apesar do pensamento ético e moral e o caminho apontado por Jesus Cristo e Gautama Buda ser muito parecido (na verdade não vejo diferença alguma: http://pensandozen.blogspot.com/2008/07/jesus-e-buda-irmos.htmlo) Buda se nega a dar nomes ou descrições aquilo que é a Verdade, Cristo se utiliza da denominação humana "Deus". Buda diz "experimente", Cristo diz "tenha fé".

Minha mente, talvez contaminada demais pelo racionalismo do nosso tempo, não pode aceitar o "tenha fé". Mas seguindo o caminho que me foi apontado pelo budismo, testando esse caminho, já posso sentir os efeitos de se estar em sintonia com o Bem. E realmente vale a pena desistir de certas coisas para ter Isso como "prêmio".

Desculpe, se essa discussão não é pertinente aos objetivos do seu blog, só quis deixar meu ponto de vista claro, não tenho intenção de dizer que esse Mestre ou aquele Mestre seja melhor ou pior. Por favor, não me interprete assim (e nem possíveis leitores desta troca de idéias).

Cara, eu jurava que era do Dostoiévski, relamente não conhecia essa dúvida sobre a autoria da frase.

Gasshô.
Flávio disse…
"a única forma aceitável e coerente de um Deus amoroso, é se esse Deus fizer a verdade acessível e o relacionamento com Ele possível; é se Ele, sendo eterno (fora do tempo), entrar no tempo e fizer parte da nossa história assim se manifestando a nós, e nos dando chance de alcançá-lo".
O caminho para alcançá-Lo realmente é perfeitamente compreenssível e existe, mas é difícil, é "estreito". Pede um desapego de si mesmo, uma morte do ego e de seus sintomas.

Sobre conhecermos a Verdade após a morte, acho que a Verdade é cognocível aqui e agora, a morte é apenas parte do processo e não te assegura um conhecimento Absoluto, mas esta é minha visão como aspirante a budista :D

No Evangelho de Tomé, censurado pelo primeiro concílio da Igreja Católica Romana presidido pelo impperador Constantino, Jesus diz:

"Se vossos guias vos afirmarem:
eis que o Reino está no Céu,
então, as aves estarão mais perto do céu do que vós;
se vos disserem:
eis que ele está no mar,
então, os peixes já o conhecem...
Pelo contrário, o Reino está dentro de vós
e, também, fora de vós.
Quando vos conhecerdes a vós mesmos, então sereis conhecidos e sabereis que sois os filhos do Pai, o Vivente;
mas se não vos conhecerdes,
então estareis na ilusão,
e sereis ilusão."

"O Reino do Pai não virá pela espera. O Reino do pai se estende sobre a terra e os homens não o vêem"

"Aquele que beber da minha boca se tornará como eu e eu serei ele"

É claro que essa é uma questão muito delicada, uma questão de fé, mas eu acredito nessas palavras de Jesus, e as admiro.
Pode ser um outro ponto de vista que trará outras pessoas para o caminho do Bem. Deveria ser levado em conta.

Tome tudo acima como minha opinião e não como crítica ou insulto, por favor.

Gassho!

Gassho!
Guilherme disse…
Que engraçado, estamos conversando quase como que por MSN...
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"[...] Jesus Cristo e [...] Buda [...] parecido" - na verdade não muito, faz pouco tempo li um livro, só há em Inglês, "The lotus and the cross", que compara as doutrinas e explica as diferenças (em partes corrigi alguns pontos inescrupulosos do livro “Jesus e Buda irmãos”), é de um professor de religiões do mundo e filósofo Indiano/americano. Ele cresceu na índia e estudou todas as maiores religiões do mundo...estudou por muitos anos o budismo. No livro ele compara as doutrinas, e por mais que se pareçam similares, elas se diferem em (origem) - (propósito) - (destino) - (o que define a moralidade) - (essência) - (origem do mal) - (salvação, ou, solução) – (Deus) ... entre muitas outras.
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O que se tem confundido muito é o fato de "negar-se", que, essencialmente, também é muito diferente. Cristo diz, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e me siga! (ele reconhece o "eu" como existente, real e problemático, pois, segundo Cristo, o “eu” foi criado à imagem de Deus, mas caiu, e precisa de concerto, e a forma de “negar-se” é olhando para Cristo e imitá-lo)
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Gautama argumentou que o "eu" não existia, (parábola da canoa, de Gautama), e que quando entendêssemos que o "eu" não existisse, então pararíamos de tentar satisfazê-lo, assim acabando com todo o sofrimento, e o modo de chegar a esse “negar-se”, é através da meditação. Há uma diferença fundamental na doutrina dos “eus”. Por mais que os dois digam, “neguem-se”, os motivos para “se” negar são muito diferentes.
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Um “se nega” olhando para fora, para Cristo, e o outro “se nega” olhando para dentro, para si.
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O problema maior entre as analogias "similares", é que as duas "religiões", assim colocando, afirmam coisas categoricamente diferentes; as afirmações feitas por Gautama sobre a vida e o destino, anulam as de Cristo, e as de Cristo, as de Gautama; elas oferecem coisas mui diferentes. Compreendo a “similaridade” do "negar-se", que ainda é essencialmente diferente, vemos que as duas “visões de mundo” são muito diferentes!
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Como estávamos comentando antes sobre a "verdade". Se a verdade for Gautama, Cristo não é o caminho, e vice-versa, pois fizeram afirmações absolutas e categóricas, que por definição, se anulam.
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Há um ditado que diz assim: “Coar mosquitos e engolir camelos”. As diferenças são um tanto quanto grandes, e apesar de, na superfície, assimilarem-se, são, fundamentalmente, diferentes, seria de uma certa desfeita dizer que “Jesus e Buda eram irmãos”, pois os dois afirmaram coisas absolutas e diferentes entre si.
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“Desculpe, se essa discussão não é pertinente aos objetivos do seu blog” – Fica tranqüilo cara, isso aqui é só um blog, nada importante!!
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Mas sim, reconheço a simpatia que os budistas tem por Cristo!
Guilherme disse…
Me passe o seu e-mail, podemos trocar e-mails, é mais fácil do que escrever aqui!

professorguilhermeadriano@hotmail.com

Responderei a segunda parte por e-mail!

Façamos o seguinte! Eu respondo, pergunto, você responde e pergunta, vamos seguir esse rítmo para conversar, menos confuso!!
Flávio disse…
Você tem razão, as semelhanças são no campo da ética, não da metafísica (o budismo não tem uma ontologia), não há um "Deus Pessoal" um Criador, e nem no "modus operanti" digamos assim, apesar de que muitos monges cristãos da antuguidade praticavam meditação como forma de "experimentar" Deus. Buda se ocupa mais de uma "psicologia" enquanto Jesus não parece se importar muito com isso, visto que a passagem na Terra é só um tipo de provação, no meu entendimento limitado (acrescento) :D

As semelhanças do Jesus dos apócrifos com o Budismo já é bem maior, vide o que eu postei aí em cima.


O meu e-mail é:

metallidog@ibest.com.br

Abraço, bicho :)
Flávio disse…
Uma pena o livro "the Lotus and the cross" não existir em português, é um dos poucos dos quais ouvi dizer até hoje, que afirma coisas tão categóricas sobre as diferenças das duas Tradições Espirituais. Parece-me uma ótima pedida.

Gasshô!
Flávio disse…
Cara, só corrigindo uma coisa. Se você quiser trocar idéias por email manda pra esse email aqui:

flavioricardo1985@uol.com.br

É menos tumultuado, no do ibest fui descoberto pelo submundo do spam XD

Pronto agora chega de chat pelos comentários do blog. E se você achar por bem apagar alguma coisa aí pra manter a ordem, por mim não há problema :D

Gasshô!