Confessionário




Confissão, como muitos podem pensar, não é uma prática católica, muito menos cristã, mas é uma prática humana. Todo ser humano confessa seus pecados. Todos, sem exceção. Uns se confessam diretamente outros indiretamente, mas todos se confessam.


Como meu amigo me disse: A confissão parece fazer parte do processo de cura da alma.


Pelo fato de morarmos num país aonde o catolicismo chegou primeiro (Sim Sidney, roubei essa expressão de ti!) eu peço que vocês façam um esforço e tentem desassociar a palavra “confissão” de termos diabólicos como “Padre” e “penitência”.


Mas então, como que todos se confessam?


Há um bom tempo atrás o Brasil estava passando por uma “moda literária”. Era a vez de livros como “segredos de uma prostituta”, “vida secreta de fulana de tal” serem os Best Sellers no Brasil! Houve até um muito famoso de uma tal de Bruna Surfistinha. Pergunte-se, o que há nesses livros? Ué! Confissões! Pecados confessados, registrados e comercializados! Afinal, pecado é o produto mais vendido do mundo! Se há três coisas que sempre vão dar lucro independente do lugar do mundo, são essas: Roupa, Comida e Pecado! Mas voltando ao assunto, livros como o dessa pobre coitada não passam de confissões. “Dia tal, mês tal, eu sai com cara tal e fizemos tal e tal coisa!”. O que mais seriam? Relatos de experiências de vida? Aventuras sexuais? Uma literatura alternativa? Não! São puramente confissões!


A confissão de pecados é necessária! Por isso que antes da sentença de morte ser aplicada, o detento tem a chance de se confessar.


Outra forma comum de se confessar é num divã. Muitos fazem consultas periódicas ao seu psicólogo, pagam caríssimo para ficarem deitados em um divã por uma, duas horas, e fazendo o que? Se confessando! Eles pagam caro para ter a certeza de que podem falar qualquer coisa.


Há um ditado que diz “O álcool entra e a verdade sai”. Essa frase é uma das frases de sabedoria popular mais verdadeiras. Basta uns goles de cerveja para começar a seção-confissão! Já ouvi muitas coisas de gente bêbada, muitas confissões de pecados, muita gente se arrependendo de besteiras que fizeram contra si e contra os outros, claro que era mais por influência do álcool do que outra coisa, mas abriram o seu coração, pois no primeiro momento de vulnerabilidade a pessoa deixa cair a máscara e mostra o que está entalado no coração.


Todos se confessam, de uma forma ou de outra, em algum ponto de sua vida, todos sentem a necessidade de se confessar, e isso é porque o pecado é algo muito pesado, precisa ser exposto, precisa ser colocado para fora, precisa ser perdoado, de outro forma sempre haverá a necessidade de mais seções de confissão.


Eu acredito que as pessoas se confessam na esperança de que alguém vai se compadecer da situação, e diria até mais, na esperança de que a pessoa que escute, tenha o poder de fazer o peso de aquela situação desaparecer!


E de fato é isso. Quando eu confesso meus erros, eu busco na pessoa que me escuta, compaixão. Eu preciso dividir o peso dos meus erros com outra pessoa; preciso que alguém se compadeça de mim e chore comigo, ao mesmo tempo, fazendo com que a culpa do erro desapareça!


A diferença entre os Filhos de Deus e as demais pessoas que diariamente se confessam é esta! Nós admitimos nossos erros a alguém que se importa e é capaz de fazer alguma coisa consistente para ajudar: Jesus Cristo. E nEle encontramos, não só compaixão, mas perdão e força para não errar de novo, assim somos constantemente curados e vivificados.


Esse é o problema das outras formas de confissão, elas aliviam mas não curam.


Psicólogos não têm o poder de acabar com a culpa que você sente. Álcool alivia por algumas horas, mas quando seu efeito passa, a situação fica pior que a anterior. Ser humano nenhum se importa ao ponto de dar a vida para restaurar a vida de quem não presta.


E assim as pessoas vão, de decepção em decepção, mágoa em mágoa, pecado em pecado, procurando um remédio para a alma, não entendendo porque “apesar das duas visitas semanais ao psicólogo, ainda continuam com esse peso, essa culpa”; “apesar das mil e uma noites se afogando na bebida, continuam com mágoas que não querem morrer afogadas”.


É porque estão se confessando e procurando cura no lugar errado! Só Deus tem o poder de aliviar a sua culpa!


Mateus 11:30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.


Confissão não é coisa de católico não, é coisa de gente que se sente culpada! Perdão não é para religioso, é para gente que quer ser curada!


Se você quiser continuar se confessando, indiretamente e inconscientemente, faça, mas saiba que isso continuará sendo um processo doloroso e inútil até que você procure ajuda no lugar certo, e esse lugar é a Cruz de Jesus Cristo, lá tem remédio, fora de lá só tem analgésico.


Guilherme Adriano

Comentários

L.P. Faustini disse…
A confissão nos coloca na posição de pecadores. Todos nós temos pecado. Nos confessar para o Padre em um confessionário ou para Deus ajoelhado perante a cama não nos livra desse pecado, mas nos submete ao sentimento de humildade, pois só assim demonstramos o quão humanos somos e assim admitimos com sinceridade: "eu errei".